quinta-feira, 8 de junho de 2017

Relatório da PF mostra que governo Flávio Dino dobrou valores dos contratos com IDAC

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Segundo a Polícia Federal, os contratos do instituto com o governo estadual em 2014 chegaram a R$ 100 milhões; na atual gestão comunista os contratos ultrapassaram R$ 240 milhões

Secretário de Saúde, Carlos Lula, declarou que contratos com o IDAC foram mantidos porque não havia nada que desabonasse o instituto
Secretário de Saúde, Carlos Lula, declarou que contratos com o IDAC foram mantidos porque não havia nada que desabonasse o instituto (Foto: Arquivo)
Relatório da Polícia Federal mostra que o Instituto de Desenvolvimento e Apoio a cidadania (IDAC) obteve mais contratos e recebeu valores maiores no governo de Flávio Dino (PCdoB). O instituto recebeu o mais que o dobro em verba na atual gestão e comparada com a anterior.

Quando comandava a Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ricardo Murad, fez contratos na ordem de R$ 100 milhões com o IDAC para gestão de unidades hospitalares no Maranhão.

Segundo relatório da PF, contratos maiores foram firmados entre o governo Flávio Dino e o IDAC. No total, ainda segundo a polícia, o instituto foi beneficiado com contratos que chegaram a R$ 240 milhões.

Isso ocorreu, ainda de acordo com a PF, porque após a Operação Sermão dos Peixes o governo estadual rompeu contrato com outras duas Oscips que prestavam serviço a administração estadual. Com isso, o IDAC cresceu na gestão comunista.

“Depois da deflagração da Operação Sermão aos Peixes, […] o IDAC ocupou o espaço deixado [por ICN e Bem-Viver] e se tornou, atualmente, uma das principais entidades do terceiro setor na administração das unidades hospitalares estaduais”, diz o relatório da PF.

O relatório da Polícia Federal acaba com o argumento do governo estadual de que os contratos com o IDAC foram firmados na gestão anterior. Tanto os secretários Marcos Pacheco quanto o atual gestor da SES, Carlos Lula, assinaram contratos com o instituto.

Operação

A Polícia Federal deflagrou na semana passada a Operação Rêmora e prendeu o presidente do IDAC, Antônio Aragão. Segundo a PF, há indícios de desvios de recursos públicos federais destinados ao sistema de saúde do Estado do Maranhão geridos pelo instituto.

O contrato com o IDAC já foi rompido pela SES e o secretário Carlos Lula justificou a recontratação do instituto dizendo que não havia nada que “desabonasse” o IDAC.

No entanto, em relatório em fevereiro de 2015, a Secretaria Estadual de Transparência divulgou nota afirmando que havia a prática de ágil de 30% feita pelas Oscips que prestavam serviço para o estado até 2014. Entre as organizações citadas estava o IDAC.

Sobre as informações prestadas em 2015 pela Secretaria de Transparência, O Estado entrou em contato com o secretário de Comunicação, Márcio Jerry, que afirmou ter repassado a demanda para o titular da Transparência, Rodrigo Lago, para que todos os esclarecimento fossem dados.
Entretanto, nem Jerry e nem Lago chegaram a enviar qualquer informação.

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