terça-feira, 30 de maio de 2017

Presença muçulmana em São Luís está sendo monitorada, afirma PF


Desde a semana passada, um grupo de muçulmanos está em São Luís, o que tem causando surpresa e apreensão; Polícia Federal está acompanhado os indivíduos

Grupo de muçulmanos em momento de oração em São Luís
Grupo de muçulmanos em momento de oração em São Luís (Foto: Divulgação)
SÃO LUÍS - Desde a semana passada, a presença de muçulmanos está chamando a atenção de moradores de São Luís. Imagens deles andando em ruas e avenidas da capital maranhense estão circulando à exaustão pelas redes sociais e causaram apreensão em algumas pessoas. No entanto, a Polícia Federal (PF) afirmou que está monitorando essas pessoas e, a princípio, eles não oferecem qualquer tipo de perigo.

A apreensão dos ludovicences deve-se pelo fato de que não é todos os dias que muçulmanos usando thoubh e taqiyah, que são as vestimentas características do islamismo, são vistos pela cidade. O temor em relação a essas pessoas está relacionado ao extremismo com que os indivíduos pertencentes às correntes mais violentas do islã agem para conseguir os seus objetivos.

Monitoramento

Por essas razões, os muçulmanos provenientes do Paquistão despertam a atenção de moradores de São Luís. Contudo, a Polícia Federal informou na tarde de ontem a O Estado que não há motivos para temer o grupo.

De acordo com o delegado Rubens Lopes da Silva, diretor regional executivo da Polícia Federal do Maranhão, o serviço de inteligência do órgão está acompanhando as ações dos paquistaneses. “A priori, eles não estão irregulares e nem praticando nenhum crime”, frisou o delegado.

Ele afirmou também que o grupo não chegou ao Brasil por São Luís, mas pelo estado de Roraima e que a presença deles no país e na capital maranhense não era ilegal ou irregular. “A Polícia Federal não pode, sem nenhuma suspeita, fazer a abordagem, até mesmo porque agiria com preconceitos. Não há nenhuma ocorrência contra eles, mas a nossa inteligência está monitorando”, disse o delegado.

Objetivos 

O delegado não confirmou os objetivos do grupo de muçulmanos em terras ludovicenses. Porém, informações que estão circulando pelas redes sociais dão conta de que os paquistaneses estão no país em uma espécie de missão de sondagem com o objetivo de fazer a implantação do islã no Brasil.
Fotos que circulam pelas redes sociais mostram o grupo caminhando e também rezando em regiões como o Anel Viário, Cohafuma e Cohama. Eles já passaram pelo interior do estado e a próxima parada dos muçulmanos seria a cidade de Teresina (PI).

Mês de Ramadã

Mais de 1,5 bilhão de muçulmanos de todo o mundo (quase a quarta parte da população mundial) iniciou no último sábado,2, o mês de jejum de Ramadã, o mais importante do calendário por constituir um dos cinco pilares do Islã.

Durante este mês, os muçulmanos que tiveram alcançado a puberdade não poderão comer, beber, fumar e nem manter relações sexuais enquanto o sol estiver no horizonte, e desta obrigação só ficam excluídas as mulheres menstruadas e as grávidas, os doentes e os viajantes que realizam trajeto penoso, ainda que todos “deverão pagar” mais tarde pelos dias de jejum.

As horas exatas do nascer e do pôr do sol aparecem hoje em dia em qualquer tela de celular, mas as mesquitas também se encarregam de lembrar com suas chamadas à oração do Fayer (nascer) e do Magreb (pôr), e as grandes cidades utilizam, além disso, canhões e sirenes para marcar o esperado momento do pôr-do-sol.

Nos países de maioria muçulmana, a vida se transforma totalmente durante o mês do jejum: as empresas, as repartições públicas e as escolas encurtam seus horários de funcionamento para que o jejum seja mais suportável, enquanto os cafés e restaurantes fecham durante as horas diurnas e ficam abertos durante a noite.

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