terça-feira, 19 de julho de 2016

Considerações sobre o consórcio do Palácio dos Leões


jerry_dino 
Na semana passada o presidente estadual do PCdoB, secretário Márcio Jerry (Secap), anunciou o que seria uma lista de pré-candidatos do Palácio dos Leões à Prefeitura de São Luís

Incluiu no consórcio o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o deputado Bira do Pindaré (PSB) e, depois de pautado pela imprensa, o deputado Eduardo Braide (PMN).

Tenta fazer parecer o comunista que o governador Flávio Dino (PCdoB) tem algum poder sobre essas candidaturas, que ele seria uma espécie de guru político dos quatro membros da “coalizão”.
Tudo retórica.

A verdade é que o Palácio dos Leões tem aliados na disputa pela Prefeitura da capital. Mas já não tem qualquer poder sobre essas candidaturas.
Cada um move-se independentemente do Executivo estadual, buscando suas alianças, de modo a fortalecer-se para a campanha.

Poder sobre candidaturas Flávio Dino tinha em 2012, quando reuniu também quatro pré-candidatos – Edivaldo Jr., Roberto Rocha, Eliziane Gama e Tadeu Palácio – e, em dado momento, escolheu um.
Houve reações, mas o fato é que o consórcio efetivamente foi montado e dele nasceu um projeto.
Agora, em 2016, a situação é totalmente diferente.

Os quatro aliados não estão reunidos debaixo das asas do governador. Não há conversas pela articulação de uma única candidatura que tenha “as bençãos” do comunismo. E é muito provável que dos quatro “dinisitas”, três cheguem de fato à disputa.

Nessa caso, portanto, vitória de qualquer um deles não representa vitória do governador Flávio Dino. Ele (e seus mais próximos assessores) apenas tentam emplacar essa tese para que consigam faturar politicamente com o resultado das eleições

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