terça-feira, 10 de maio de 2016

Filho de Waldir Maranhão recebeu mais de R$ 235 mil como fantasma no TCE


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Médico em São Paulo, Thiago Maranhão foi exonerado após denúncia de que recebei sem trabalhar

Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
O médico Thiago Augusto Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), recebeu mais de R$ 235 mil como assessor de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), mesmo sem dar expediente.

Ele foi exonerado ontem, a pedido do conselheiro Edmar Cutrim, no gabinete de quem fora nomeado no dia 1º de novembro de 2013, apesar de trabalhar em São Paulo, onde também cursa uma pós-graduação, segundo revelou ontem a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
Nem Thiago Maranhão, nem o pai dele se pronunciaram sobre o caso.

Levantamento de O Estado, a partir de dados disponíveis em fontes abertas e no Portal da Transparência da Corte de Contas, mostra que o filho do presidente em exercício da Câmara passou pelo menos dois anos e meio lotado num cargo identificado como TC-04 no TCE.

O salário mensal bruto era de R$ 7,5 mil, complementado com um auxílio alimentação de R$ 575,00 – depois reajustado para R$ 800, em março de 2014. Houve, ainda, nos anos de 2014 e de 2015, sempre no mês de junho, recebimentos de R$ 3,75 mil. O pagamento foi identificado como “Outros”, mas deve se referir a metade do 13º salário.

Não há valores registrados para os meses de abril de 2015 e de 2016. Do levantamento não constam, também, os totais recebidos em novembro e dezembro de 2013, porque o Portal da Transparência só permite consultas a partir de janeiro de 2014.

O Diário Oficial do TCE aponta, ainda, que antes da nomeação no cargo do qual fora exonerado na segunda-feira, Thiago Maranhão já ocupava um de simbologia DANS-I, também de assessor de conselheiro. Também não há no Portal da Transparência dados sobre os pagamentos por esse cargo.
Apuração – Ao pedir a exoneração do servidor do seu gabinete – após a denúncia da imprensa -, o conselheiro Edmar Cutrim tentou eximir-se de responsabilidade no caso.

Em um memorando encaminhado ao presidente do TCE-MA, conselheiro Jorge Pavão, ele solicita a “imediata exoneração” do servidor, “sem prejuízo de apuração no campo do direito disciplinar, de eventual cometimento de infração funcional”.

Procurado por O Estado ele não atendeu às ligações para explicar se o filho de Maranhão pode ser obrigado a devolver dinheiro caso comprovada
Números

R$ 235,6 mil foi aproximadamente o que recebeu Thiago Maranhão como fantasma
R$ 7,5 mil era o salário bruto
R$ 800 era o auxílio alimentação

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