quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aids: beijo na boca pode transmitir a doença

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Oitenta milhões de bactérias podem ser transferidas em um beijo de dez segundos.

SÃO LUÍS - Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 35 milhões de pessoas estão infectadas globalmente com o vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) – doença que pode levar entre dez e 15 anos para se manifestar. Muito já se falou que os meios mais frequentes de se contrair a doença são o sexo desprotegido (incluindo o sexo oral sem preservativo), o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas, transfusão de sangue e de mãe para filho durante a gestação. Mas, pouco se fala que, também, o beijo de língua apresenta riscos.

De acordo com o especialista Artur Cerri, é muito importante diferenciar o risco oferecido pelo beijo de língua e os "selinhos" ou "beijos sociais". Ele explica que o contato casual, de boca fechada, não apresenta qualquer risco de transmissão do HIV. Entretanto, como é possível entrar em contato com sangue durante um beijo de boca aberta e prolongado, é importante ter cuidado.

“O beijo de língua, por si só, pode transmitir inúmeras doenças, que vão de uma gripe, mononucleose, hepatite B e, inclusive, Aids – em casos extremos. Apesar de não haver trabalhos comprovando a transmissão de fato da AIDS pelo beijo, com o aumento de casos de gengivite, que é uma inflamação que geralmente desencadeia sangramento, esse risco jamais deve ser descartado”, frisou.

Estudo, publicado no jornal americano Microbiome, revela que cerca de 80 milhões de bactérias podem ser transferidas em um beijo de dez segundos. Como em 1° de dezembro se comemora o Dia Mundial de Luta contra a Aids, durante todo o mês, haverá campanhas e manifestações para alertar a população sobre como prevenir essa doença que, embora tratável, pode debilitar muito o paciente.

“Uma das grandes contribuições que podemos oferecer é dizer às pessoas que evitem beijar desconhecidos com tanta intimidade, bem como doentes (independentemente da doença) e parceiros com úlceras labiais. Manter uma boa higiene bucal e procurar um cirurgião-dentista sempre que houver qualquer indicação de que há algo errado nas partes moles da boca – especialmente candidose oral sem justificativa – também contribuirá para manter a saúde em dia. Com relação à Aids, nada deve ser negligenciado”, diz Cerri.

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