quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mensalidades escolares sofrem reajuste acima da inflação

Economista recomenda que as famílias direcionem planejamento financeiro.
Reajuste das mensalidades para o próximo ano deve ser de 10,5%.

Do G1 MA , com informações da TV Mirante
O reajuste médio das mensalidades escolares para o próximo ano deve ser de dez e meio por cento. Com um aumento acima da inflação, os pais vão ter que enxugar o orçamento familiar se quiser poupar uma educação de qualidade aos seus filhos. Como é o caso do jornalista Reginaldo Rodrigues, que afirma que já vai ensinar a arte de economizar ao filho Marco Antônio.
“Outras coisas terão que ser deixadas de lado, ser sacrificada, tipo uma ida ao cinema, ou até mesmo uma ida a praia. Alguma iguaria que a gente costuma comer a gente vai ter que deixar de lado”, afirma.

Para o vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, Paulino Pereira, o reajuste em torno do processo educacional não é aleatório. Ele é baseado nos gastos que a própria escola terá, que de uma maneira ou de outra vai acabar beneficiando o aluno durante o aprendizado.
“Quando você apenas repassa a inflação você apenas atualizou o valor, você não tá promovendo o aumento. Agora, a lei também preconiza que as escolas possam inserir nessa planilha os investimentos didáticos pedagógicos que são aplicados na escola, que direta ou indiretamente beneficia o seu processo de aprendizado dos seus alunos”, explica.

O economista Pablo Rebouças recomenda que as famílias direcionem, desde já, o planejamento financeiro de 2015. Com o orçamento em mãos é preciso estabelecer prioridades, que são pessoais. O especialista simula um exemplo. Se o valor da mensalidade for equivalente ao salário mínimo, que é de 724 reais, o aumento deve ser de aproximadamente de 72 reais na mensalidade.

“Isso é um rodízio, isso é um almoço que você pode fazer em casa ao invés de ir ao restaurante e assim manter a mensalidade paga e manter o projeto educacional dos seus filhos. Tem que saber priorizar os seus gastos para saber que não pode deixar de faltar a educação”, ressalta.

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