quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Conheça os riscos e cuidados com a osteoporose

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A doença pode afetar adultos a partir do final da adolescência e até mesmo gestantes.

Foto: Divulgação
A osteoporose não é um problema exclusivo de mulheres pós-menopausa e de quem passou da faixa etária dos 60 anos. Entretanto, essa doença pode afetar adultos a partir do final da adolescência e até mesmo gestantes, podendo se agravar em decorrência de maus hábitos de vida de cada pessoa.

Ou seja, a ausência da prática de atividades físicas diariamente e um cardápio pobre em vitaminas, nutrientes e, especialmente, em cálcio pode comprometer a força dos ossos. “A osteoporose é uma doença metabólica caracterizada pela perda da massa óssea”, afirma o fisioterapeuta Dr. Helder Montenegro, fisioterapeuta, especialista em coluna vertebral, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna – ABRC, diretor do Instituto Pilates.

Segundo o especialista, o osso é um tecido que – como qualquer outro presente em nosso corpo – se renova com uma maior intensidade no decorrer das primeiras décadas da nossa vida. “A partir dos 30 anos, o corpo passa a diminuir a formação de novo material ósseo. Diante disso, a absorção de osso passa a ser maior do que a formação, aumentando a fragilidade dos mesmos e deixando a pessoa mais suscetível ao desenvolvimento da doença”, informa Montenegro.

Sintomas de Osteoporose

O fisioterapeuta explica que essa é uma doença silenciosa que se apresenta por meio do aparecimento de fraturas com pouco ou nenhum trauma em lugares como: punho, fêmur, colo de fêmur e coluna. Ela apresenta-se por meio dos seguintes sintomas:

- Dor ou sensibilidade óssea;
- Diminuição de estatura com o passar do tempo;
- Dor na região lombar devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral;
- Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral;
- Postura encurvada ou cifótica.

Osteoporose e a gravidez: fatores de risco

É a partir do terceiro trimestre gestacional que a mulher apresenta uma probabilidade maior para o acometimento dessa condição. “Especialmente no final da gravidez, o feto necessita de uma quantidade maior de cálcio para o desenvolvimento de seu esqueleto. Porém, quando a gestante não se alimento devidamente, o cálcio é retirado do próprio esqueleto da futura mamãe”, informa Helder.
Geralmente, a perda de massa óssea é recuperada poucos meses após o parto ou após o final da amamentação. “As gestantes adolescentes são as que possuem um risco maior de perda de massa óssea porque nesta fase da vida elas ainda estão em um processo de ‘construção’ do seu próprio esqueleto ósseo. Os principais sintomas durante a gravidez são dores nas costas, diminuição de altura e acometimento de fraturas”, informa o especialista.

Cuidados redobrados

É importante se manter atento ao que é ingerido durante a gravidez. Isso porque, as escolhas que fazemos refletem diretamente na saúde óssea. “Muitos costumam acreditar que apenas o cálcio encontrado no leite é que é importante para combater a osteoporose. A vitamina D é uma das poucas fontes dietéticas deste importante nutriente”, diz ele.

A anorexia é uma das maiores bandeiras vermelhas para a osteoporose, porque quando o peso do corpo da mulher cai muito, seus níveis hormonais também sofrem redução, provocando a suspensão da menstruação, diminuindo os níveis de estrogênio, hormônio que interfere na construção óssea.
Pessoas que possuem casos de familiares com desenvolvimento de osteoporose antes dos 50 anos devem ficar atentas, pois é um fator de risco. “Para prevenir a doença é importante manter uma boa alimentação que seja rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, e em vitamina D, presente nas folhas, bem como a prática regular de atividades físicas”, finaliza Montenegro.

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