segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lobão descarta racionamento de energia e critica sistema Cantareira

'Se faltar energia do Sudeste, podemos trazer de outras regiões', disse.
Em SP, ministro apontou que situação é resultado de falta de investimento.

Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo
O ministro de minas e energia, Edison Lobão, voltou a descartar nesta segunda-feira (12) o risco de falta de energia no país e a necessidade de racionamento do consumo em decorrência da estiagem, e criticou a falta de investimento no sistema Cantareira, de responsabilidade do governo do estado de São Paulo.
“Teremos energia suficiente em qualidade e quantidade”, garantiu o ministro, criticando as análises de especialistas que apontam para uma necessidade de ao menos uma racionalização do consumo.
Durante encontro com empresários na sede da Fiesp, em São Paulo, Lobão destacou que o sistema elétrico brasileiro possui muito mais segurança e flexibilidade, em comparação ao ano de 2001, quando o país passou por racionamento de energia, e fez questão de diferenciar os efeitos da estiagem no Sudeste no sistema elétrico e no sistema de abastecimento de água.
“Se chegar a situação de faltar energia no sudeste, temos condições de trazer de outras regiões”, explicou.
Ele destacou que o sistema elétrico passou por uma prova de fogo no início do ano com reservatórios baixos e recordes sucessivos de consumo de energia e que “nem por isso o sistema se abalou”. O ministro ressaltou que a estiagem, por outro lado, chegou a comprometer o abastecimento de regiões de São Paulo.
“Temos a segurança de que não há problemas no setor elétrico porque estamos investindo maciçamente nele”, disse. “Ao contrário do que ocorre no sistema Cantareira, que no meu entendimento decorre um pouco da falta de investimento”, completou.
Segundo Lobão, desde 2003, a capacidade instalada de energia no país aumentou 73%, ao passo que o consumo cresce 51%. “O sistema foi expandido em mais de 60% em 11 anos”, disse.
O ministro afirmou que a previsão e de investimentos de 260 bilhões de reais no setor até 2022.

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