terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Promotor diz que há provas contra advogado acusado no Caso Décio Sá

03/02/2014 17h12 - Atualizado em 03/02/2014 17h13

Haroldo de Brito disse que Ronaldo Ribeiro será indiciado em breve.
Segundo ele, polícia e MP não pararam de investigar o caso.

Do G1 MA
Depoimento do advogado Ronaldo Ribeiro (Foto: Reprodução/TV Mirante) 
Ronaldo Ribeiro ao lado do advogado Aldenor
Rebouças Jr. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
 
O promotor Haroldo Paiva de Brito, que substituiu o promotor Luís Carlos Duarte ao lado dos outros promotores Benedito de Jesus Nascimento Neto e Rodolfo Soares dos Reis no julgamento dos acusados do assassinato do jornalista Décio Sá, Jhonathan Silva e Marcos Bruno Silva, disse, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (3), que já existem provas que comprovem o envolvimento do advogado Ronaldo Ribeiro no crime.
"As investigações não estão estagnadas. A polícia continua investigando junto com o Ministério Público para colher provas contra outras pessoas que possivelmente tenham envolvimento no caso. Eu pedi novas provas contra o acusado Ronaldo. Precisamos ajuizar uma denúncia contra ele", disse.
A advogado Ronaldo Ribeiro, que trabalhava para os mandantes Gláucio Alencar e José Miranda, foi excluído do júri na fase de instrução do processo por falta de provas. "Não vou entrar no mérito se foi correta ou incorreta a exclusão dele, mas eu garanto aos senhores que novas provas estão sendo colhidas para que possamos denunciar o acusado que foi excluído. Ele, certamente, será indiciado", garantiu.
Segundo o promotor, o inquérito possui mais de 80 horas de aúdio e somente uma investigação mais minuciosa pôde encontrar evidência do envolvimento de Ronaldo Ribeiro no caso. O processo possui 16 volumes e a denúncia do Ministério Público, cerca de 60 páginas.
A investigação também apura o possível envolvimento de outras pessoas na trama. Os nomes do deputado Raimundo Cutrim, do delegado da Polícia Federal Pedro Meireles, e do empresário Márcio Regadas, por exemplo, já foram citados durante nas investigações.

Fase de instrução

Onze dos 12 acusados do assassinato do jornalista serão levados a júri popular. Além de Jhonathan Silva e Marcos Bruno, serão julgados por representantes da sociedade civil Shirliano de Oliveira, o Balão, acusado de auxiliar o assassino; José Raimundo Sales Chaves júnior, o Júnior Bolinha, acusado de intermediar a contratação do pistoleiro; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, acusados de participar de reuniões para tratar do assassinato de Décio Sá e do empresário Fábio Brasil; Elker Farias Veloso, acusado de auxiliar o assassino e a quadrilha tanto no assassino de Décio Sá quanto no de Fábio Brasil; o capitão da PM, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, acusado de fornecer a arma do crime; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, acusado de hospedar o assassino após o crime; os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho (pai de Gláucio), acusados de mandar matar Décio Sá.

Assassinato

O blogueiro e jornalista Décio Sá foi morto com seis tiros quando estava em um bar, na Avenida Litorânea, em São Luís, por volta das 23h de 23 de abril de 2012. Ele tinha 42 anos e há 17 trabalhava na editoria de política do jornal O Estado do Maranhãox. Era responsável pelo Blog do Décio.
Segundo a polícia, Décio foi morto porque teria publicado em seu blog informações sobre o assassinato do empresário Fábio Brasil, envolvido em uma trama de pistolagem com os integrantes de uma quadrilha supostamente encabeçada por Glaucio Alencar e José Miranda, suspeitos também de praticar agiotagem junto a mais de 40 prefeituras no Estado.

0 comentários:

Postar um comentário

 

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites Mais