segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dois dos 11 acusados da morte do jornalista Décio Sá serão julgados a partir de segunda

Oito dos onze pronunciados recorreram da pronúncia, mas o juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri manteve a decisão.


Atual7

Jonathan de Souza Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira serão levados a júri popular nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro de 2014, no auditório do Tribunal do Júri de São Luís, que fica no térreo do Fórum da Capital, no Calhau.
Eles estão entre os 11 acusados do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, morto a tiros em 23 de abril de 2012, por volta das 22h30, em um bar na Avenida Litorânea. Os réus são acusados pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.
Um forte esquema de segurança, com policiais civis e militares e agentes penitenciários federais, foi montado para o julgamento, presidido pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Osmar Gomes dos Santos. Atuará na acusação o promotor de Justiça Rodolfo Soares dos Reis, auxiliado pelos promotores Haroldo Paiva de Brito e Benedito de Jesus Nascimento Neto. A defesa ficará com o advogado Pedro Jarbas da Silva.

O pistoleiro Jonathan Silva, que mostrou bastante frieza durante o trabalho de reconstituição. Foto: Flora Dolores / O Estado
ASSASSINO O pistoleiro Jonathan Silva, que mostrou bastante frieza durante o trabalho de reconstituição. Foto: Flora Dolores / O Estado

Foram arroladas cinco testemunhas de acusação e oito de defesa. Jonathan de Souza Silva (executor) está preso no presídio federal de Campo Grande (MS), de onde virá para o julgamento na capital maranhense. Marcos Bruno Silva de Oliveira (piloto da moto que conduziu o executor) está preso em São Luís.
Dos doze denunciados pelo Ministério Público, onze foram pronunciados pelo juiz Osmar Gomes para ir a júri popular: Jonathan de Souza Silva, Marcos Bruno Silva de Oliveira, Shirliano Graciano de Oliveira (foragido), José Raimundo Sales Chaves Júnior (‘Júnior Bolinha’), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva (‘Bochecha’), Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, (pai de Gláucio), além dos policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva (‘Fábio Capita’), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.
Oito dos onze pronunciados recorreram da pronúncia, mas o juiz Osmar Gomes manteve a decisão. Na decisão do recurso, Gomes seguiu as contrarrazões do Ministério Público estadual e remeteu o traslado dos recursos e do inquérito ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O recurso está na 2ª Câmara Criminal, tendo como relatora a desembargadora Ângela Maria Moraes Salazar.
Já o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público de participação no assassinato do jornalista não será levado a júri popular. Em outubro de 2013, o juiz Osmar Gomes impronunciou o acusado, por não verificar indícios suficientes que comprovem a autoria ou participação do advogado no crime.

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