segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

MP pede presença da Força Nacional no Maranhão

06/01/2014 19h45 - Atualizado em 06/01/2014 19h45

 Ofício foi entregue nesta segunda-feira (6), à Casa Civil do Maranhão.
Amparo às famílias das vítimas também foi solicitado.

Do G1 MA

Cronologia Ataques Maranhão (Foto: Editoria de Arte/G1)Cronologia Ataques Maranhão (Foto: Editoria de Arte/G1)
A procuradora-geral de justiça em exercício, Terezinha de Jesus Anchieta Guerreiro, entregou, nesta segunda-feira (6), ao secretário-chefe da Casa Civil do Maranhão, João Abreu, ofício solicitando a adoção de medidas pela governadora Roseana Sarney para combater a onda de violência e garantir a segurança da população. O primeiro pedido do Ministério Público é que seja requisitado o apoio imediato da Força Nacional para, emergencialmente, combater a violência.
Também foi pedido o funcionamento do Gabinete de Gestão Integrada, regulamentado pelo Decreto nº 19.499/2013, a fim de permitir o acompanhamento da situação da segurança pública por todos os órgãos e entidades com missão institucional na garantia da ordem pública.
O terceiro ponto do documento é o deslocamento de detentos para presídios federais. O MPMA solicita a imediata transferência dos principais integrantes das facções criminosas para as unidades penitenciárias sob a responsabilidade do Governo Federal.
Sobre essa questão, o Governo do Maranhão já sinalizou de forma positiva. A governadora Roseana Sarney aceitou o auxílio do Ministério da Justiça para conter a onda de violência no estado, segundo informou ao G1 o secretário de Segurança Pública do estado, Aluísio Mendes.
O MPMA requereu, ainda, que o Estado promova, administrativamente, todas as medidas necessárias para garantir o amparo legal às vítimas e famílias afetadas, inclusive em relação às indenizações.

Menina Ana Clara

A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em ataque a um ônibus em São Luís, morreu às 6h45 desta segunda-feira (6), segundo informações da Secretaria de Saúde do Maranhão. O ataque ao ônibus ocorreu na sexta-feira (3). Ana Clara estava com a mãe e a irmã, na Vila Sarney, quando o veículo foi invadido e incendiado por homens armados.
A irmã de Ana Clara, de 1 ano e 5 meses, permanece internada no Hospital Estadual Infantil Juvêncio Matos. Ela teve queimaduras em 20% do corpo, mas o seu quadro é considerado estável e está fora de perigo. A mãe das crianças, de 22 anos, teve 40% do corpo queimado e permanece internada no Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho.
Além delas, uma mulher de 35 anos está internada no Hospital Geral com queimaduras de segundo grau no abdome e no braço direito, com quadro considerado estável. Já o homem de 37 anos que teve 72% do corpo queimado no ataque segue em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Tarquínio Lopes Filho.
Por meio de nota, o Governo do Maranhão afirmou que "está prestando a assistência necessária às vítimas dos atos de vandalismo ocorridos em São Luís na sexta-feira (5). No primeiro momento, foi priorizada a assistência à saúde, com a transferência dos pacientes para hospitais da rede estadual com mais recursos. Dessa forma, as duas crianças foram transferidas para o Hospital Estadual Juvêncio Matos, onde foi criada equipe especializada extra para o atendimento; e os três adultos, para o Hospital Tarquinio Lopes Filho (Geral). A Secretaria de Estado de Direito Humanos, Assistência Social e Cidadania (Sedihc) está acompanhando as ações e, agora, desenvolverá trabalho voltado para os familiares, incluindo acompanhamento psicológico e de assistência social".

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