segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Governo do Maranhão aceita auxílio do Ministério da Justiça

Lista com número e nomes de detentos será concluída até terça-feira (7).
Ao todo, 16 pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento em ataques.

Do G1 MA
Batalhão de Choque em operação, em Pedrinhas (Foto: Manoel Costa/TV Mirante)Presos serão transferidos de Pedrinhas (Foto: Manoel Costa/TV Mirante)
 
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, aceitou o auxílio do Ministério da Justiça para conter a onda de violência no estado, segundo informou ao G1 o secretário de Segurança Pública do estado, Aluísio Mendes. No domingo (5), o governo federal ofereceu 25 vagas em presídios federais para os chefes das facções criminosas que estão no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ao todo, 16 pessoas foram detidas entre domingo e a manhã desta segunda-feira (6) suspeitas de participação nos ataques a ônibus e delegacias em São Luís.

"A governadora Roseana Sarney aceitou o auxílio desde que o ministro ligou para ela. Estamos, agora, analisando quem e quantos vamos mandar para outros presídios. Até amanhã fecharemos a lista. Tudo isso começa a ser encaminhado hoje. Para eles serem transferidos, é necessário o posicionamento do juiz da Vara de Execuções Penais", explicou o secretário Aluísio Mendes.

Está prevista para a tarde desta segunda-feira (6) uma reunião de Roseana Sarney com a cúpula da Secretaria Estadual de Segurança Pública, no Palácio dos Leões, em São Luís.
Segundo o Ministério da Justiça, a estratégia que pode ser adotada no Maranhão já foi utilizada de forma eficaz em Santa Catarina, quando foram transferidos vários presos, no início de 2012, justamente para tentar frear uma onda de violência que tomava conta do estado.
Ataques
Na sexta-feira (3), quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias foram alvo de ataques na Região Metropolitana de São Luís. Os ataques começaram na capital maranhense depois de uma operação realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, com o objetivo de diminuir as mortes nas unidades prisionais do estado.
Na quinta-feira (2), dois presos foram encontrados mortos em Pedrinhas. Em 2013, de acordo com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entregue em 27 de dezembro, 60 detentos morreram nos presídios do Maranhão.
Ana Clara Sousa morreu no início da manhã desta segunda-feira (6). (Foto: Reprodução TV Mirante) 
Ana Clara Sousa morreu no início da manhã desta
segunda-feira (6) (Foto: Reprodução TV Mirante)
 
Nos ataques de sexta, quatro ônibus foram incendiados na Vila Sarney, na Avenida Kennedy, no bairro João Paulo e na Avenida Ferreira Gullar. Além disso, duas delegacias foram alvo de tiros em São Luís, no São Francisco e na Liberdade.
Cinco pessoas ficaram feridas por conta dos ataques a ônibus na Vila Sarney Filho. A menina Maria Clara, de 6 anos, não resistiu às queimaduras que sofreu e morreu na manhã desta segunda-feira (6). Ela teve mais de 90% do corpo queimado no ataque.

Ana Clara estava com a mãe e a irmã. As outras duas continuam internadas.
Cronologia Ataques Maranhão (Foto: Editoria de Arte/G1)
Prisões
Na manhã de domingo (5), dez suspeitos de participação nos ataques foram apresentados pela Secretaria de Segurança Pública – dois adolescentes e oito maiores de idade, entre eles um preso de Pedrinhas. Um 11° suspeito de atirar contra a delegacia do bairro da Liberdade na noite de sábado (4) não foi apresentado porque a prisão ocorreu durante a entrevista coletiva.
Aluísio Mendes afirmou que a ordem para os ataques partiu de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e que o objetivo da facção criminosa era queimar, pelo menos, 20 ônibus na Região Metropolitana de São Luís.
Escutas telefônicas gravadas com autorização judicial mostram que a ordem para os ataques na capital maranhense partiu de dentro do presídio. Segundo reportagem do "Fantástico", Hilton John Alves Araújo, detido após os ataques, comandou a ação depois de receber o pedido de um preso.
Reforço policial
O efetivo de todas as polícias que atuam na capital foi reforçado após os ataques. Além das polícias Militar e Civil, houve reforço no contingente de homens do Grupo Tático Aéreo (GTA) e do Corpo de Bombeiros que atua em São Luís. Além disso, alunos da PM que terminaram a formação e estão em fase de estágio operacional estão nas ruas da cidade desde sábado.

A polícia fechou as saídas da cidade, e mil policiais fizeram buscas por toda a capital.

Já na manhã desta segunda-feira, seis envolvidos no ataque ao ônibus que matou a criança de seis anos foram detidos.

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