quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Roberto Costa repercute denúncias de trabalho escravo em empresas que financiam campanha de Flávio Dino

Durante a sessão desta segunda-feira (01), na Assembleia Legislativa, o líder do Bloco Parlamentar pelo Maranhão, deputado Roberto Costa (PMDB), repercutiu as denúncias de prática de trabalho escravo por grupo de empresas que financiou campanha do presidente da Embratur e pré-candidato ao governo do Estado, Flávio Dino. O caso foi tema de reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O Estado do Maranhão, onde mostrava que o grupo já vinha sendo denunciado desde 2008, dois antes de realizar a doação ao comunista e na época em que Flávio Dino era membro da Comissão de Erradicação de Trabalho Escravo.

“O grupo Infinity Bio-Energy não foi só acusado, mas ele tem sido, pelos dados levantados pela Procuradoria do Trabalho e pela Comissão Pastoral da Terra, como a maior empresa exploradora de trabalho escravo no Brasil. E, dentre esses quase três mil casos de trabalho escravo hoje existente no Brasil, cerca de trezentos são maranhenses, pessoas que foram arranjados pelos famosos gatos aqui no Maranhão. E, cria-se uma suspeita com a relação dessa empresa com o Dr. Flávio Dino, principalmente pelo volume de recursos doado por essa empresa à sua campanha”, frisou o parlamentar.

Trabalhadores maranhenses foram escravizados pelo grupo Infinity Bio-Energy, que controla a Alcana Destilaria de Nanuque, doadora de R$ 500 mil à campanha de Flávio Dino em 2010. Roberto Costa sugeriu, pela gravidade da denúncia, que fosse criada uma Comissão Especial para investigar estes casos de exploração de maranhenses.

“Inclusive eu estou entrando com um Requerimento para que se faça uma Comissão Especial nesta Casa, para que nós possamos ir até a Comissão Pastoral da Terra, até o Ministro da Justiça e, também, possamos acionar a Comissão de Direitos Humanos que é presidida pela deputada Eliziane Gama, para que tenhamos a informação concreta de quantos trabalhadores do Maranhão, dos nossos irmãos maranhenses, que foram feitos escravos por essa empresa. Esta Assembleia precisa investigar essa situação, até porque, segundo a Comissão Pastoral da Terra, essa empresa continua com essa prática de levar trabalhadores maranhenses para suas fazendas em Minas Gerais, no Mato Grosso, em outros Estados onde ela opera.”, ressaltou.

Roberto Costa destacou ainda que Flávio Dino, enquanto membro da Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo na época, deveria ter conhecimento das denúncias contra o grupo, mas negligenciou a informação e aceitou doações da empresa para financiar sua campanha. “A história do Dr. Flávio Dino foi a defesa contra essas empresas, só que o projeto político dele se tornou muito maior, maior inclusive do que o interesse do povo do Maranhão, porque para ganhar eleição, para ele serve até dinheiro da escravidão do povo do Maranhão”.

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