segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PCC do MA emite nota oficial parabenizando juiz que defende soltura em massa de presos de Pedrinhas


Facção teria se revoltado após reportagem do Jornal Nacional ligá-la aos estupros ocorridos dentro da penitenciária.


Atual7

Parece mentira. Revoltados com uma reportagem veiculada recentemente pelo Jornal Nacional, líderes da facção criminosa PCM (Primeiro Comando do Maranhão) – braço direito do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Estado, resolveram enviar uma Nota Oficial – isto mesmo, uma Nota Oficial – ao jornal O Estado Maranhão, desmentido que tenham ligações com estupros de irmãs e esposas de presos dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, e elogiando o juiz da 1ª Vara de Execuções Penais da Capital, Roberto de Paula.


Facção rival do Bonde do 40, PCM quer assistência jurídica aos integrantes do grupo criminoso. Foto: Reprodução
DEFESA DO CRIME Facção rival do Bonde do 40, PCM quer assistência jurídica aos integrantes do grupo criminoso.
Em português sofrível, o PCM ‘deixa bem claro’ que não aceita ser penalizado e exposto nacionalmente pelas ações que teriam sido praticadas apenas pelo grupo rival, o Bonde do 40, que segundo a própria Secretaria de Segurança Pública do Maranhão é mais violento, e por isso suspeito de ter ordenado e coordenado a maioria das mortes e últimas rebeliões – sempre com degolações – para marcar posição no sistema.
- E queremos deixa bem claro de onde estar vindo as desnuncia e do presidio sao luis 2 onde nao temos em um integrante da familia pcm – diz um dos trechos.
A facção aproveitou ainda para pedir na Nota maior assistência jurídica aos detentos do PCM e a solução para o que seria o principal problema das mortes na unidade prisional, a superlotação.
Defensor da soltura em massa dos criminosos como uma forma de conter a violência no presídio maranhense, o juiz responsável pelo órgão que decide pela transferência de presos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Roberto de Paula, foi elogiado pelos bandidos.
- A única saída que tem é a liberação em massa de apenados, daqueles que teriam cometido crimes menos graves, já condenados. E a concessão de medida cautelar de prisão domiciliar para aqueles que estão respondendo também por crimes menos graves – declarou recentemente de Paula, ao Jornal Nacional.
Para o PCM, embora esteja há pouco tempo no cargo, o juiz vem desempenhando um importante papel na questão da superlotação.

Abaixo, a um print da Nota Oficial do Primeiro Comando do Maranhão:

Crime organizado no Maranhão já emite até Nota Oficial. Foto: Arquivo / Atual7

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