segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

‘Não é esporte, é rinha humana’, diz deputado federal que quer proibir MMA na televisão

Idealizador do PL 5534/09 defende a supressão de programas como o UFC, maior evento de MMA do mundo, em canais abertos ou pagos.


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Mesmo depois da popularização do MMA no Brasil, a polêmica sobre o caráter do esporte, que muitos consideram violento, continua. A discussão foi parar na Câmara dos Deputados, onde tramita um Projeto de Lei que pretende proibir as emissoras de televisão de transmitirem lutas marciais não olímpicas. Caso aprovado, campeonatos de artes marciais mistas (MMA) não poderão ser veiculados no País.
A norma inclui ainda o Ultimate Fighting Championship (UFC), principal torneio mundial de MMA, com 1 bilhão de espectadores em todo o mundo, segundo a Comissão Atlética Brasileira de MMA.

Momento exato da lesão de Anderson Silva na luta contra Chris Weidman, no UFC 168, em Las Vegas. Foto: Jayne Kamin-Oncea / USA Today Sports
CHUTE BAIXO Momento exato da lesão de Anderson Silva na luta contra Chris Weidman, no UFC 168, em Las Vegas. Foto: Jayne Kamin-Oncea / USA Today Sports

Criador dessa ideia e há três anos em busca de apoio para que ela entre em vigor, o deputado federal por São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, José Mentor, defende que a imagem da fratura de Anderson Silva na madrugada deste domingo (29) foi ‘forte demais’ para ser mostrada da televisão.
- Você tem de ser solidário a uma pessoa que se machucou. Mas não é acidente. O objetivo do MMA é ser agressivo. Aquele pontapé faz parte da regra. É normal – aponta o petista.
O projeto prevê uma multa de R$ 150 mil à emissora que descumprir a lei. Caso reincida, a multa dobra de valor e, caso haja nova reincidência, a emissora perde o direito à concessão pública, ou seja, perde o canal de TV. O PL exclui, no entanto, as lutas marciais não olímpicas não violentas. A capoeira, por exemplo, poderia ser transmitida. Estariam sujeitos à lei os canais da TV aberta e da TV paga.
- MMA não é esporte. Esporte é a superação do limite da pessoa humana, respeitada a integridade física. E não é arte marcial coisa nenhuma. Arte marcial tem filosofia. MMA é agressão. No Brasil é proibida a rinha de galo. Então porque estamos permitindo a rinha humana, na forma de ‘gladiadores do século XXI’?', questionou José Mentor ao pedir nesta semana apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para conseguir levar o texto à votação.

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