quarta-feira, 27 de novembro de 2013


Publicação: 27/11/2013 10:40 Atualização: 27/11/2013 11:19

 
 (A.Baêta/OIMP/D.A Press - 05/04/2011)
 
O alto preço do cimento que vem sendo cobrado em São Luís devido à escassez do produto no mercado e à alta procura está provocando prejuízos para o setor da construção civil. O saco de cimento está sendo comercializado por até R$ 35, reajuste considerado abusivo pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-MA) e Associação dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias do Maranhão (Ademi-MA), já que em outubro a média de preço do saco do produto era R$ 19 no mercado local. A situação preocupa as duas entidades.
 
De acordo com o presidente do Sinduscon-MA, Fábio Nahuz, não há explicações plausíveis para o aumento do preço do cimento em tão pouco tempo. “Não há cimento no mercado local e os distribuidores que têm em estoque estão cobrando um preço alto pelo produto, o que inviabiliza o andamento de obras, provocando prejuízos para as empresas, que acabam tendo que atrasar o cronograma de obras, e para a sociedade, que neste período, precisa do cimento para pequenas obras em suas casas. O cimento é o insumo principal da construção civil e as empresas precisam cumprir seus cronogramas de entrega de empreendimentos. Os trabalhadores também são prejudicados com este problema, pois ficam sem ter como executar os serviços”, afirma Fábio Nahuz.
 
De acordo com o presidente da Ademi-MA, Cláudio Calzavara, as construtoras contrataram serviços e fizeram seus orçamentos da obra com o valor do cimento em R$ 19 em média, mas foram surpreendidas com esse reajuste acima de 50% em um período de um mês. “Esse valor atual cobrado pelo saco do cimento inviabiliza as obras. É um percentual de reajuste muito alto.
 
As fábricas precisam estar preparadas para o aumento do consumo no fim do ano, até porque isto ocorre sempre. Agora, reajustar preço sem explicações, provoca sérios prejuízos ao mercado como um todo”, afirma. Segundo ele, apesar da grande demanda, em outras cidades o preço do cimento foi mantido pelas fábricas. Em Sobral, no Ceará, por exemplo, o saco do cimento custa atualmente R$ 19 em média. Calzavara diz que há dois anos não ocorria essa crise do cimento em São Luís.
 
“A demanda pelo produto aumenta no fim do ano e isso é normal, o que não se pode é cobrar preços altos e deixar o mercado desabastecido”, afirma. Para tentar minimizar os prejuízos das empresas do Maranhão e garantir o andamento das obras, o Sinduscon e a Ademi estão negociando com fábricas de cimento de outras cidades a compra de grande quantidade do insumo. “Tivemos que buscar uma alternativa para garantir cimento para as construtoras associadas, que precisam cumprir seus cronogramas de obras”, conclui Fábio Nahuz.

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