terça-feira, 15 de outubro de 2013

Justiça Federal cassa aposentadoria de mais de R$ 20 mil de Roseana Sarney pelo Senado

Além do agora salário cassado, 'musa do impeachment' acumulava ainda o salário de R$ 15.409,95 a que tem direito como governadora.


Atual7

A Justiça Federal resolveu finalmente dar um freio numa lista descarrilhada com 1.554 nomes que passaram a integrar os quadros do Senado, em um chamado ‘Trem da Alegria’, expressão utilizada quando há a efetivação de funcionários no poder público sem concurso.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, agora com quase R$ 21 mil a menos no bolso. Foto: Felipe Raul / AE
A CASSADA A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, agora com quase R$ 21 mil a menos no bolso. Foto: Felipe Raul / AE

A ação, que corre sob segredo de Justiça – e na mira do Ministério Público Federal, no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), determinou a revogação da efetivação dos marajás e a divulgação completa da lista – mulheres, filhos e amigos de políticos nomeados após 5/10/83. A sentença é amparada no Decreto-Lei 200/67, Artigo 102, que ‘vedava nomeação sem habilitação em concurso’.
O Atual7 apurou que, entre marajás está o nome da governadora sub júdice do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).
Aposentada como servidora do Senado Federal, Roseana passou a integrar os quadros da Casa, efetivamente, em maio de 1986, ou seja três anos após o que determinou a Justiça Federal, e deve ter sua aposentadoria vitalícia, de R$ 20,9 mil mensais, cassada, além de ser obrigada a devolver aos cofres públicos o que já recebeu ilegalmente, de abril deste ano pra cá.
Além do agora salário cassado, a ‘musa do impeachment’ acumulava ainda o salário de R$ 15.409,95 a que tem direito como governadora do Maranhão, cargo que também pode ser cassado, ainda este ano.
O Atual7 apurou ainda que, pela decisão da Justiça Federal, juntamente com Roseana Sarney, cairá também a amiga da governadora sub júdice, Doris Marize Romariz Peixoto, que foi quem assinou, como diretora-geral do Senado, a aposentadoria da peemedebista, e que entrou no quadro de servidores da Casa pela mesma forma ilegal da filha do ex-presidente da Casa, o ainda senador pelo Amapá, José Sarney (PMDB).

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