quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Entenda a sequência de fatos que levou à rebelião em Pedrinhas

Parte de uma das facções foi presa na segunda-feira (7), em São Luís.
Confronto entre grupos rivais deixou mortos e feridos em Pedrinhas.

Clarissa Carramilo Do G1 MA

Uma sequência de fatos envolvendo as duas maiores facções criminosas de São Luís levou ao caos em que se encontra o sistema carcerário da capital maranhense desde a noite de quarta-feira (9). A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (10).
O confronto entre os grupos rivais da Casa de Detenção (Cadet) de Pedrinhas, que deixou pelo menos 9 mortos e 20 feridos (veja os nomes de cinco dos mortos), foi o mais grave registro, este ano, de mortes dentro da penitenciária.
"É uma reação ao trabalho da polícia que prendeu, na segunda-feira, vários integrantes de uma dessas facções criminosas e, também, à ação da polícia para evitar que os presos conseguissem escapar pelo túnel que foi descoberto em um dos pavilhões", esclareceu.

mapa_presidio_pedrinhas (Foto: Editoria de Arte / G1) 
Localização do presídio (Foto: Editoria de Arte / G1)
 
As secretarias de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) e de Segurança Pública do Estado (SSP-MA) divergem sobre o número de mortos - informam, respectivamente, 9 e 10 mortos. No dia anterior, a SSP-MA confirmou 13 presos assassinados. Em resposta às mortes em presídio, uma das facções incendiou sete ônibus, em sete diferentes bairros de São Luís.
Veja a ordem cronológica dos fatos:
11 de setembro - Dados da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap) informam que, somente este ano, 85 presos já fugiram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
12 de setembro - O secretário de Justiça e Administração Penitenciária, Sebastião Uchôa, confirmou, em entrevista ao Bom Dia Mirante, que a instalação de bloqueadores de celular estaria motivando os presos a tentar fugir da penitenciária. Segundo ele, a instalação da vigilância eletrônica impede o uso dos aparelhos até mesmo pelos funcionários do presídios.
"Já houve a colocação de bloqueadores no CDP [Casa de Detenção Provisória] e isso vai se estender a todas as casa penitenciárias. É claro que as fugas recentes podem ser associadas à intalação desses equipamentos. Sem esssa comunicação eles perdem contato com o exterior", contou Uchôa.
1º de outubro - O último evento com mortes na penitenciária aconteceu na semana passada, no dia 1° de outubro. Uma transferência de presos da Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) do Anil para Pedrinhas provocou um confronto entre as facções rivais dentro do presídio. Na ocasião, três presos assassinados, um deles, decapitado.
7 de outubro - Na madrugada de segunda-feira (7), cerca de 40 pessoas foram detidas na festa de aniversário de uma mulher suspeita de integrar uma das facções crimonosas responsáveis, segundo a polícia, por pontos de tráfico de drogas e assaltos na região metropolitana de São Luís. O grupo, encontrado em uma casa de eventos no Araçagi, próximo à orla marítima, foi encaminhado para delegacias da capital maranhense.

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