quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A crueldade não escolhe gênero

As mulheres no crime eram, antes, companheiras de bandidos.
Agora, agem por conta própria e até chefiam quadrilhas
O total de mulheres condenadas pelos chamados ‘crimes contra o patrimônio’ aumentou 402% entre 2005 e 2011. Para especialistas, isso não surpreende. “Sempre teve mulher fazendo coisa errada”, afirma o delegado Paul Henry Bozon Verduraz, titular de uma delegacia no bairro do Itaim Bibi, região nobre de São Paulo. “O que muda é que, antes, elas ingressavam no crime porque eram namoradas ou casadas com bandidos. Agora, não. São chefes de quadrilha e agem por conta própria”.

A pesquisadora Patrícia Constantino, que atua no Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro pontua que o que ocorre no mundo do crime é uma espécie de reflexo distorcido do processo de emancipação socioeconômica experimentado pelas mulheres nas últimas décadas. Patrícia lançou um livro sobre o tema, no qual analisa sobretudo envolvimento de mulheres com o tráfico no Rio de Janeiro. “Há mulheres ocupando cargos de chefia dentro dos morros, coisa que não se via no passado”, diz a pesquisadora. “O amor bandido ainda é um fato. Mas também é verdade que agora elas se movem com maior independência e desenvoltura nesse universo.”


Loiras, bonitas, bem vestidas e, sobretudo, sedutoras. A “Gangue das Loiras” atuou livremente – e por anos –, até ser desmascarada pela polícia depois da prisão de Carina Geremias Vendramini, de 25 anos. Casada, mãe e com emprego fixo, Carina vivia uma vida dupla até ser localizada pela polícia em Curitiba, onde morava. Presa pelos policiais da delegacia anti-sequestro do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), de São Paulo. O alvo do grupo eram mulheres, também loiras, de preferência parecidas com as assaltantes. As vítimas eram abordadas dentro de estacionamentos, principalmente de shoppings, e sequestradas. Nesse momento, uma segunda loira entrava em cena para fazer compras com os cartões roubados. No interior das lojas, esbanjava charme e simpatia, procurando atendentes do sexo masculino como estratégia. “Os homens ficavam babando”.

O caso da manicure Suzana de Oliveira, assassina confessa de João Felipe Bichara, de seis anos, é apenas mais uma das muitas ocorrências que têm mulheres como protagonistas - esse número já chega a 30% do total de registros em Volta Redonda. O crime que aconteceu em Barra do Piraí, no dia 25 de março, entra para a estatística da participação feminina na criminalidade, que vem aumentando.  De família de classe média alta, a ex-estudante de direito Suzane Von Richthofen foi apontada como a mentora da morte dos pais, o engenheiro alemão Manfred Von Richthofen e a psiquiatra Marísia Von Richtofen. Eles foram assassinados a pauladas, em outubro de 2002, na mansão onde moravam, em bairro nobre da capital paulista 
Ao longo dos anos, os assassinatos praticados por mulheres têm aparecido com menor frequência nas estatísticas, mas chamam mais a atenção pela brutalidade. No início deste mês, Elize Araújo Kitano Matsunaga, 30 anos, confessou ter matado e esquartejado o marido, o executivo da Yoki, Marcos Matsunaga, de 42 anos. O crime aconteceu em 19 de maio de 2012, mas Elize foi presa no dia 5 de junho. Ao ser interrogada, ela afirmou que atirou na cabeça de Marcos durante uma discussão por ciúme e esquartejou o marido, dez horas depois, quando ele já estava morto. Partes do corpo foram desovadas em uma estrada de Cotia.

Martha Lélis deu várias facadas em Michele Pocionio, de 36 anos. O crime ocorreu na casa onde a vítima morava com a sogra, o marido e as duas filhas há seis anos, no bairro Eldorado. Depois de matar a nora, Martha chamou a polícia e comunicou o que havia feito aos parentes. A criminosa foi presa em flagrante e, na delegacia, contou detalhes de como praticou o crime.
Caso Charuto



Georgia Karine era testemunha de um assalto à casa lotérica na rua Pires de Castro, quando conheceu o policial civil conhecido como Jorge “Charuto”, e os dois passaram a se relacionar. A morte do agente ocorreu em agosto de 1997. Ele foi assassinado com um tiro em apartamento do conjunto João Emílio Falcão, região do Cristo Rei, zona sul de Teresina. Georgia foi condenada a 13 anos de prisão por matar e jogar álcool para tentar incendiar o corpo e se livrar da acusação. Na cadeia, ela passou a estudar Direito.


Esposa esfaqueia, dá pauladas, cozinha o pênis do marido e depois o mata

A vítima foi Albenito Rodrigues da Costa, de 54 anos. O crime aconteceu na cidade de Feira de Santana, no Estado da Bahia. A violência que mais chocou a população foi a iniciativa de Amélia Julião que jogou água fervendo nas partes íntimas de Albenito. O homicídio ocorreu na casa do casal. "Amélia pegou um pedaço de madeira e aplicou várias cacetadas. Depois, pegou a faca e golpeou Albenito em várias partes do corpo, principalmente em um dos braços. Quando a vítima estava desmaiada, ela esquentou água e jogou no órgão genital de Albenito", contou a delegada Klaudine Passos, do Núcleo de Homicídios de Feira de Santana. A acusada pelo crime é Amélia Julião dos Santos, de 39 anos de idade, que foi presa
Do Diário da Gardênia

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