segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Saiba qual será o destino dos 42 deputados estaduais maranhenses em 2014

Marcus Saldanha Publicação: 23/09/2013 10:01 Atualização: 23/09/2013 10:11

 
Quase 90% dos que ocupam as cadeiras da Assembleia Legislativa desejam continuar ocupando o cargo
Quase 90% dos que ocupam as cadeiras da Assembleia Legislativa desejam continuar ocupando o cargo
A medida que se aproxima o ano eleitoral e a data limite (5 de outubro) para troca de partidos, os deputados estaduais intensificam as articulações políticas buscando viabilização para os cargos que almejam. Em meio a discussão de reforma política as dúvidas em relação ao cenário aumentam. Ainda assim, O Imparcial  preparou um quadro com uma projeção sobre o futuro possível dos 42 deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão. Há quem vislumbre o governo estadual, uma vaga no Tribunal de Contas no Estado, uma cadeira no Senado ou na Câmara Federal. Mas a maioria está de olho mesmo é na reeleição.

Segundo levantamento feito por O Imparcial até o momento, dos 42 deputados estaduais, apenas cinco não disputam reeleição: Eliziane Gama (PPS) que defende candidatura ao governo do estado e articula coligações com partidos como o PSDB, ela vem declarando que já cumpriu sua missão no legislativo estadual. Caso sua candidatura ao governo não se viabilize, é provável que dispute uma vaga na Câmara Federal.

O deputado Hélio Soares (PP) tem declarado que disputa uma vaga no Senado: “Está definido por mim”, conta. A decisão se torna mais convicta, cada vez que a governadora Roseana Sarney (PMDB) acena a impossibilidade de concorrer ao Senado. Para Hélio, sem a governadora no páreo, há possibilidade para ele. Porém, caso não viabilize sua candidatura, Hélio deve recorrer a reeleição.

Definidos para disputar uma vaga na Câmara Federal já estão os deputados Zé Carlos (PT) e Rubens Pereira Jr. (PCdoB). Dificilmente mudarão de ideia, porém não é impossível, um convite para que Zé Carlos possa disputar como vice na chapa de Luís Fernando (PMDB) ao governo do estado. Não seria impossível também, o deputado pedetista Carlinhos Amorim (PDT) receber indicação do partido para ser o vice de Flávio Dino (PCdoB), caso o PDT defina a aliança com o comunista.
Fora da reeleição e da disputa política de cargos eletivos devem ficar Tatá MIlhomem (PSD) e Cleide Coutinho (PSB), o primeiro vem demonstrando sinais de fadiga com a rotina parlamentar e a socialista vai abrir mão da vaga para entrada na disputa do seu marido e ex-prefeito de Caxias, Humberto Coutinho (PDT). A atuação dos dois pode ficar restrita aos bastidores e a nível municipal, ou até mesmo aposentadoria.

Além destes cinco casos com maior definição, existem mais quatro que dependem do cenário e do desdobramento dos fatos, como por exemplo, a indicação por volta de setembro e outubro da vaga de conselheiro do TCE. Como será uma indicação da Assembleia e escolha do executivo estadual, os deputados César Pires (DEM), Rogério Cafeteira (sem partido), Max Barros (DEM) e até o presidente da Assembleia Arnaldo Melo (PMDB) estão no páreo.
Entre eles, César Pires talvez seja o que nutre maior expectativa pela indicação. Mas por outro lado, caso não seja o escolhido, concorre a reeleição: “Se não for para o TCE, vou para a reeleição de estadual. Não tem outra alternativa.”, avalia.

Um caso à parte é o futuro do presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo que embora afirme está focado em sua (sexta) reeleição, pode chegar a assumir o cargo de governador, num mandato “tampão”, caso a atual governadora seja afastada, o que o impediria de disputar a reeleição. E ainda há a chance de Arnaldo ser indicado a vaga do TCE pela governadora. Em entrevistas anteriores, ele nunca descartou em absoluta essa possibilidade.

Outros casos, digamos especiais, nessa especulação de cenário, seria a do deputado Marcelo Tavares (PSB) que não confirma para O Imparcial que esteja decidido a não disputar reeleição: “Aberto a várias possibilidades, reeleição inclusive. A decisão final só ano que vem”, disse. Especulações dão conta que o parlamentar não estaria motivado para disputar reeleição e que estaria inclinado a desempenhar um papel mais ativo na coordenação da campanha de Flávio Dino ao governo do estado.

Em dúvida sobre o cargo que disputa ainda está o deputado Stênio Rezende (PMDB). Tanto pode sair a federal quanto a estadual novamente. O deputado também cogita a possibilidade de deixar o PMDB e se viabilizar em outra sigla onde o custo para a conquista de mandato seja mais baixo por conta do peso da coligação do PMDB: “Minha cabeça é na reeleição, mas posso mudar de partido ou a candidatura para federal, vai depender da conversa com meu grupo político.”, conta.

Alguns podem até não concorrer a reeleição, mas já confirmam que não vislumbram uma vaga na Câmara Federal. É o caso do deputado Magno Bacelar (PV) que conta que ainda não definiu seu futuro em 2014, mas afirma que não sairá para deputado federal na próxima eleição. Da mesma forma as deputadas Vianey Bringel (PMDB) e Graça Paz (sem partido) que falam em reeleição estadual, não confirmam abrir mão dos mandatos para que os maridos concorram ao cargo ou entrarem na disputa para federal:“Estou decidindo ainda, mas se sair será para estadual”, conta Graça Paz.

Mas a imensa maioria dos deputados estaduais conta mesmo é com a reeleição: “É uma certeza que tenho na minha vida é que saio para a reeleição estadual”, disse Alexandre Almeida (PSD). Se consideramos os cinco que já estão definidos por disputas fora da Assembleia, temos 37 deputados visando a reeleição. Destes, talvez um fique com uma vaga no TCE e outro talvez possa vir até a governar o estado. Ainda sim, seriam 35 deputados.

0 comentários:

Postar um comentário

 

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites Mais