terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pastor Marcos retira ação contra José Júnior, líder do AfroReggae

Pastor acusava Junior por injúria e difamação; audiência seria nesta terça.
Marcos Pereira ficou na carceragem do TJ e não pôde receber visitas.

Priscilla Souza Do G1 Rio

Pastor Marcos Pereira é acusado de estupro no Rio e foi levado para o Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Seap/divulgação) 
Pastor Marcos Pereira foi acusada por José Júnior
de ser o mentor do ataques à sede do AfroReggae,
no Alemão (Foto: Seap/divulgação)
 
O pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, retirou na tarde desta terça-feira (24) a ação que movia contra José Júnior, líder do AfroReggae, de injúria e difamação. Com a desistência do processo, não foi necessário acontecer a audiência marcada no 2º Jecrim do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro. O pastor moveu ação contra Junior, após o líder da ONG o acusar de ser o mentor do ataque à sede do AfroReggae, em julho, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.

O advogado de Marcos Pereira, Luiz Carlos Silva Neto, conversou com o pastor na carceragem do TJ. De acordo com o Tribunal de Justiça, parentes do pastor não obtiveram autorização para vê-lo. Após a retirada da denúncia, Marcos foi levado para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste, onde cumpre pena desde 8 de maio.
Na saída da sala de audiência do 2º Jecrim, José Júnior afirmou que a decisão da defesa do pastor só comprova que o que ele disse era verdade. “Agora está comprovado. Ele mesmo admite. Eu mantenho todas as denúncias que fiz. Fui apenas um porta-voz, só externei o que muitas pessoas estavam pensando”, disse José Júnior, que não soube responder o que motivou Marcos Pereira a retirar a acusação. “Talvez agora algo de bom esteja acontecendo no coração desse homem”.
De acordo com o advogado do líder do AfroReggae, Ilídio Moreira, o pastor havia entrado com quatro ações contra José Júnior. Além da ação que foi extinta nesta terça, outros dois processos foram arquivados antes do julgamento. E, segundo a defesa de José Júnior, o pastor já teria manifestado o interesse de retirar a quarta ação que tramita no Tribunal de Justiça.
Em 12 de setembro, ele foi condenado a 15 anos de prisão pelo crime de estupro. Marcos foi denunciado pelos crimes de estupro e coação, após ex-fiéis de sua igreja afirmarem que foram estupradas pelo religioso.

Envolvimento com tráfico

A Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o traficante Marcos dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e o pastor Marcos Pereira, da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, por associação ao tráfico.
Segundo a denúncia, Marcinho VP e o pastor Marcos se associaram para a prática do tráfico e arquitetaram um plano criminoso no qual ambos se utilizariam da estrutura da igreja fundada pelo pastor. O texto diz ainda que em um primeiro momento o pastor Marcos agia como um simples "pombo-correio", levando ordens dos chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde estes atuavam.

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