sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Conheça os sintomas, causas e tratamentos da blefarite

A inflamação pode afetar qualquer nível das pálpebras oculares.
Imirante
20/09/2013 às 11h15

Divulgação
A Blefarite é a alteração ocular mais comum no mundo.
SÃO LUÍS - Você sabe o que é Blefarite? A Blefarite é a alteração no olho mais comum no mundo. É uma inflamação crônica nas pálpebras, não contagiosa. A inflamação pode afetar qualquer nível das pálpebras. Se afeta as bordas anteriores se chama blefarite marginal ou ciliar; se afeta os ângulos se denomina blefarite angular.
Esse problema está, geralmente, relacionado com a colonização exagerada das pálpebras por bactérias da flora normal da pele. Esta colonização é maior com o aumento de oleosidade dessa região devido disfunções das glândulas de meibômio, que produzem a parte oleosa da lágrima.
Sintomas
Na blefarite, as pálpebras superior e inferior ficam cobertas por detritos oleosos (semelhante a caspa) em torno da base dos cílios, podendo causar a queda dos mesmos. Coceira e irritação ocular, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e vermelhidão nas bordas das pálpebras são os sintomas mais típicos.
Os sintomas da blefarite marginal são: avermelhamento e aumento na grossura da borda anterior das pálpebras; nos casos mais graves, úlceras cobertas de crostas em tais bordas.
Já a blefarite angular apresenta fissuras ou úlceras na pele dos ângulos das pálpebras. Costuma localizar-se com mais frequência no ângulo externo. Desenvolve-se especialmente em lugares de clima quente e seco.
Essa doença pode estar associada a uma seborreia do couro cabeludo ou aparecer devido a uma infecção bacteriana. Esse problema é mais frequente em crianças e adultos de constituição fraca e com carências de vitaminas A, C e D, e naquelas que pouco cuidam da higiene, que frequentam ambientes viciados pelo fumo, pó, etc, ou que realizam um trabalho visual excessivo.
A doença pode desencadear problemas como conjuntivite, hipertrofia ou aumento da grossura das bordas das pálpebras e a queda das pestanas como consequência da inflamação.
Tratamentos
A Blefarite é uma doença crônica e não tem cura. Mas há tratamentos eficazes e simples. Mas se a pessoa parar de fazer o tratamento, em pouco tempo voltará a sentir os sintomas.
Higiene das pálpebras
A pessoa com blefarite deve manter o olho afetado limpo. O recomendável é utilizar uma compressa embebida numa solução específica para limpeza palpebral, disponível nas farmácias ou com xampu infantil. A limpeza pode ser feita com contonete no lugar da compressa.
Após a limpeza, o paciente deve usar soro fisiológico ou água. A limpeza deve ser feita uma ou duas vezes por dia, dependendo da gravidade do problema.
Compressa local
Outra forma de aliviar os sintomas é fazer compressa úmida em água morna e colocá-la sobre a pálpebra durante 5 a 10 minutos, mantendo os olhos fechados. Esse procedimento ajuda a remover as crostas e as secreções gordurosas. A compressa deve ser repetido sempre antes de fazer a higiene descrita acima.
Massagens nas pálpebras
É importante massagear suavemente a base dos cílios, para drenar as secreções das glândulas. A massagem deve ser feita com pequenos movimentos circulares e horizontais, durante alguns segundos, sempre depois da compressa morna.
Colírios e pomadas
Quando a blefarite é agravada, podem ser utilizados antibióticos junto com anti-inflamatórios (corticoides) na forma de colírios ou pomadas oftalmológicas. Esses medicamentos só podem ser utilizados com indicação médica, pois eles podem causar efeitos colaterais. Só oftalmologista poderá indicar uma medicação correta para cada paciente.
Antibióticos
Há casos raros em que a blefarite é muito resistente ao tratamento convencional, podendo comprometer a integridade do olho. Nessa situação, um médico pode indicar o uso de antibióticos para controlar o processo.

Ômega 3
A suplementação com ômega 3 ajuda na regulação da função das glândulas palpebrais, reduzindo a blefarite, além de melhorar o ressecamento ocular. O Ômega 3 pode ser usado na forma de pó ou, de preferência, na forma de drágeas. A dose recomendada é de uma grama, duas vezes por dia, junto das refeições. O ômega 3 é encontrado em alguns peixes (salmão, sardinha) e em algumas sementes (linhaça) e óleos vegetais.

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