terça-feira, 20 de agosto de 2013

Médico é preso suspeito de beijar seio de menina de 10 anos no Ceará

Menina foi atendida pelo médico na emergência do hospital do Crato.
Mãe chamou a polícia logo após a consulta.

Do G1 CE

Um médico ginecologista suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 10 anos foi preso na noite deste domingo (18), na cidade do Crato, no Sul do  Ceará. De acordo com relato da mãe à polícia, o médico beijou um dos seios da garota durante uma consulta médica no domingo. A criança foi levada pela mãe ao atendimento de emergência do hospital da cidade com sintomas de virose.
Segundo a titular da Delegacia da Mulher do Crato, Fernanda Gomes de Matos, no depoimento, a mãe contou que o médico levantou a blusa da garota para fazer a auscultação com o estetoscópio. Em seguida, encaminhou a menina para tomar medicamentos e pediu que ela retornasse no fim da medicação. Quando a garota e a mãe retornaram ao consultório, o médico - já sem estetoscópio - retirou a blusa e o sutiã da garota, aproximou o rosto do seio da menina e, no final beijou o seio esquerdo.
"A mãe disse que questionou o exame, mas o médico teria dito que precisava averiguar os batimentos cardíacos da menina e que estava sem estetoscópio. A mãe até se prontificou a buscar - em outro setor do hospital - o aparelho, mas o médico disse que não havia necessidade", disse a delegada. De acordo com a delegada, quando a mãe questionou o beijo, o médico negou que tivesse beijado o seio da garota.
A mãe chamou a polícia e o médico foi levado pelos policiais do Ronda do Quarteirão para a Delegacia da Mulher onde ele foi ouvido. "O médico negou as acusações, mas como ele caiu em muitas contradições, foi indiciado por estupro de vulnerável", diz a delegada. Como o médico foi preso em flagrante, deve permanecer detido por até 90 dias. "Se o médico conseguir o relaxamento da prisão, eu tenho prazo de 10 dias para concluir o inquérito. Se ele permanecer preso, o prazo aumenta para 30 dias.
Para a delegada, com os depoimentos da mãe e do médico, a tendência é de que o indiciamento permaneça. "Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o médico chegou a pedir desculpas à mãe da menina e quando perguntei o porquê do pedido, ele disse que foi pelo mal endendido. Apesar de ser a palavra da mãe contra a palavra do médico, eu não acredito que uma mãe invente uma história dessa e exponha a criança se o fato não tivesse, realmente, acontecido", diz.

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