terça-feira, 16 de julho de 2013

Programa Mais Médicos: o ministro da Saúde responde

Enviado por Ricardo Noblat -16.7.2013| 9h00m
 
Ministro: durante a faculdade inteira temos estágios no SUS. Além do internato, temos aulas práticas  durante os módulos do curso. Fiz internato em saúde comunitária e me deparei com postos sem abaixador de língua, sem analgésicos, com falta de insulina!!! No estágio de emergência não podíamos colher gasometria porque o aparelho estava quebrado! O que mais meus pacientes me pediam era uma maca porque não aguentavam ficar internados em cadeiras!! Macaqueiro??? 
Fui com colegas internos deixar pacientes para realizar exames inúmeras vezes.. Pior foi ter que fracionar a dose de insulina para os pacientes porque não tinha o suficiente!! O senhor deve conhecer essa situação. Será que trazendo médicos estrangeiros o problema estrutural será resolvido? Também gostaria de me informar sobre a pontuação do Provab nas provas de residência, os 20% já estão valendo?! Grata, Rita de Cássia Parente Prado, estudante de medicina/ UFC - Sobral, Ceará.
Rita,
O Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes, como o interior e as periferias das grandes cidades. O Governo Federal está ciente da importância da qualidade dos serviços públicos, e de que não é possível fazer saúde pública de qualidade sem médicos, sem infraestrutura e sem recursos. E este amplo pacto pela saúde busca enfrentar as três dimensões.
A primeira ação do Programa Mais Médicos é na área de infraestrutura. Estamos investindo R$ 12,9 bilhões em reformas, ampliação e construção de mais de 20 mil unidades básicas de saúde, 877 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e 818 hospitais. Também precisamos garantir mais recursos e uma melhor gestão para o funcionamento pleno dessas unidades, com garantia de medicamentos, equipamentos e tratamento correto para os pacientes.


Um estudo revelou que, nos últimos cinco anos, o número de equipamentos de saúde aumentou em mais de 72% e o número de estabelecimentos, 44%. Contudo, em relação ao número de médicos o crescimento foi 14%. Esse levantamento mostra que precisamos de mais profissionais na área da saúde. Temos várias unidades já prontas e reformadas que só dependem de um médico para entrar em funcionamento.
Para ampliar o número de médicos, estamos prevendo algumas ações estruturantes. Serão criadas, até 2017, 11.447 novas vagas em cursos de medicina e 12.372 de residência. Essa nova oferta estará direcionada às regiões que mais precisam e às especialidades prioritárias para o SUS. Enquanto esses profissionais não chegam ao mercado, o Governo lançou um edital para levar médicos para as regiões carentes. Os brasileiros terão prioridade nas vagas, mas se não conseguirmos preencher todas as vagas será aceita a participação de estrangeiros.
Sobre o Provab, esse é o maior programa de interiorização de médicos já realizado no país, com a participação de mais de 3.500 profissionais neste ano. São médicos que trabalham com bolsa do Ministério da Saúde nos municípios onde faltam profissionais. Quando bem avaliados, os participantes do programa ganham bônus de 10% nas provas de residência.
Atuando nessas três frentes juntas, na garantia de mais e melhores unidades de saúde, melhor gestão dos recursos e mais e melhores médicos, vamos seguir trabalhando para enfrentar  os problemas da saúde brasileira.
Alexandre Padilha, ministro da Saúde

0 comentários:

Postar um comentário

 

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites Mais