terça-feira, 23 de julho de 2013

Presidente do TJMA afirma que a Justiça está preparada para julgar processo de Décio Sá

Douglas Cunha foi recebido no TJMA pelo presidente da Corte, Guerreiro Júnior

23JUL201314:07
 
O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Antonio Guerreiro Júnior, garantiu ao presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís, Douglas Cunha, que a Justiça estadual está preparada para julgar o processo de Décio Sá, assassinado em 23 de abril de 2012, na Avenida Litorânea.
“Todos os juízes que assumiram o caso são íntegros e o processo está seguindo todos os trâmites necessários. Estou em contato com os magistrados e informado sobre o andamento regular do processo”, assegurou o desembargador ao sindicalista.
Guerreiro Júnior disse que a ação penal que trata do homicídio do jornalista Décio Sá já foi incluída, em maio deste ano, no sistema de acompanhamento processual“Justiça Plena”, pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após envio de solicitação do TJMA.
O acompanhamento do processo pelo CNJ atendeu pedido do juiz Márcio Brandão, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, onde a ação foi ajuizada. Com o cadastro da Ação Penal no sistema, o processo passa a ser monitorado pelo Conselho.
Douglas Cunha, que estava acompanhado do jornalista Djalma Rodrigues, manifestou a preocupação da categoria com o andamento e o destino da ação penal que apura a morte de Décio Sá, afirmando que o crime contra o jornalista não tem precedentes na história do jornalismo maranhense e exige do poder público uma posição mais austera.
“Não queremos que o julgamento seja prejudicado com os recursos protelatórios dos advogados de defesa, com a mudança dos depoimentos dos acusados, como também dos juízes na condução do processo. Sabemos que o presidente do TJMA é sensível e acreditamos na Justiça”, disse o presidente do sindicato.
Ao final da reunião, Cunha disse estar satisfeito com as informações prestadas pelo desembargador Guerreiro Júnior. “Percebemos que há uma preocupação da presidência da Casa e de todo o Judiciário na conclusão desse processo”, finalizou.
 
Helena Barbosa
Assessoria de Comunicação do TJMA

1 comentários:

  1. CASO DE TORTURA NO PARANÁ TEM SEMELHANÇA COM O CASO DECIO SÁ NO MARANHÃO.
    Se a justiça do maranhão não trabalhasse com dois pesos e duas medidas, já teria decretado a prisão de todos os encarregados pelo inquérito que apurou a morte de jornalista Décio Sá, pela forma comprovadamente maldosa com que tentaram envolver pessoas inocentes, com ofertas e promessas de benefícios.
    Todos os acusados foram unânimes em seus interrogatórios ao juiz Márcio Brandão e ao MP em afirmar que o secretário de segurança Aluisio Mendes e os delegados que compõem a comissão de investigação do caso Décio, os torturaram de forma direta ao induzir-los a inserir o nome do deputado Raimundo Cutrim como um dos envolvidos na morte do jornalista.
    O principal acusado e assassino confesso, Johanthan de Sousa Silva, disse em seu interrogatório ao Juiz Brandão e ao promotor Duarte, que só conhecia jr bolinha, que elem deste, não sabia da participação de mais ninguém.
    Que em seu depoimento na DEIC, dissera nomes de outras pessoas cumprindo orientação da policia.
    Junior bolinha, afirma que sofreu tortura de todos os modos, e fora ameaçado de ser transferido para o presídio federal de Mato Grosso, caso não colaborasse, envolvendo o nome do parlamentar como mandante do crime. Chegando a receber a promessa do delegado Maymone Barros de ser posto em liberdade por oficio, caso aceitasse a proposta da equipe da SSP.
    Na mesma linha, o capitão da PM Fábio Aurélio, confirmou o que já teria dito o major Diógenes: que fora procurado pelo motorista do secretário de segurança para que o referido capitão elaborasse uma missiva, solicitando a necessidade de ir até a presença do chefe da SSP. Que tal pedido não transparecesse que seria o secretário o interessado pela conversa e sim o preso.
    O capitão Fábio Aurélio, ao chegar à presença do secretário, recebera deste, fartos elogios, dentre os quais, o que afirmou que teria plena certeza que o PM não tinha fornecido a arma ao matador de Decio. Mas que este sabia muito. E sugestionou: “tu mim ajudas, que eu ti ajudo...”
    A famigerada proposta seria: que o PM subsidiasse as investigações inserindo o nome de deputado como cúmplice da morte do blogueiro Décio Sá. Ao ver sua proposta rejeitada pelo acusado, fato que indignou ainda mais o gestor de segurança, que tratou logo de encaminhar o inquérito ao visinho estado do Piauí na tentativa de vê-lo responder também pela morte do comerciante de veiculo Fábio Brasil morto em Teresina em março de 2012.

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