segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dilma enviará nesta terça mensagem ao Congresso para o plebiscito

01/07/2013 - 19h34

BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (1º) que irá mandar amanhã minuta com as "balizas" que nortearão a convocação de um plebiscito para a reforma política pelo Congresso Nacional.
Ela interrompeu reunião ministerial que está em curso na Granja do Torto, em Brasília, para anunciar a decisão. Segundo ela, não serão enviadas sugestões de perguntas, mas "linhas gerais" para a elaboração da consulta popular.
"Uma consulta sobre reforma política ela não pode ser exaustiva no sentido de que tenha muitas questões", disse. "Nós não vamos dar sugestão de pergunta porque não somos nós que vamos fazer as perguntas", completou.
"Está claro na constituição: quem convoca, quem tem poder convocatório é o Congresso Nacional, Câmara e Senado, por isso eu insisti na palavra: é uma sugestão."



A presidente Dilma Rousseff; depois da onda de protestos pelo país, ela convocou uma reunião com sua equipe ministerial
A presidente Dilma Rousseff; depois da onda de protestos pelo país, ela convocou uma reunião com sua equipe ministerial
A presidente convocou nesta segunda-feira reunião ministerial após semanas de manifestações populares no país. É a terceira reunião ministerial que Dilma convoca desde o início do seu mandato. Outras aconteceram em 2011 e 2012, sempre no início do ano, geralmente para dar diretrizes sobre o ano.
Estão ausentes os ministros Antônio Patriota (Relações Exteriores) e Marta Suplicy (Cultura), que estão em viagem ao exterior. Além dos 37 ministros, estão presentes também os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.
Ela definiu ao longo do fim de semana com sua equipe estratégia de reação à queda em sua popularidade, que prevê priorizar a aprovação da proposta de plebiscito sobre reforma política como uma das "portas de saída" para a atual crise.
Dilma e seus ministros começaram neste domingo a redigir a mensagem propondo a consulta que deve ser enviada ao Congresso nesta semana.
A equipe de Dilma classifica como dado "mais preocupante" o fato de a crise atual ter atingido o governo num momento já de queda na aprovação por causa do desempenho da economia.
Segundo a Folha apurou, isso aumentou a pressão interna por ajuste econômico --inclusive com troca de nomes na área e não só na articulação política do governo.
 
DATAFOLHA

Questionada como recebeu a pesquisa Datafolha que, no último sábado, apontou queda recorde de popularidade, Dilma limitou-se a dizer que "nunca comentou pesquisa".
"Eu quero dizer para você o seguinte: eu nunca comentei pesquisa, nem em cima nem embaixo. Eu recebo pesquisa pelo valor de face. Ela é um retrato do momento e a gente tem que respeitar", disse.
Dilma demonstrou estar disposta a uma mudança de comportamento em sua relação midiática. Disse que suas respostas às ruas demandarão que conceda mais entrevistas e fale mais com jornalistas.
"Eu acredito que essa questão do pacto e das ruas tem de tornar qualquer dirigente politico e qualquer governante mais acessível à discussão. Vocês vão me ver muito discutindo com vocês. E também entrevistada."

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