domingo, 9 de junho de 2013

Polícia Civil prende dois membros de bando de assaltantes de carros-fortes

06/06/13 - 18:15
Apresentação dos presos
Apresentação dos presos
 
A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira, 6, na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), dois homens que integravam a quadrilha de assaltantes presa no final do mês passado, na rodovia Alça Viária, onde pretendiam assaltar um carro-forte que transportava cerca de R$ 1 milhão. Ozivan Antônio dos Santos, 44 anos, pernambucano, e Clemilton Vieira da Silva, 39, de apelido “Cabeça de Gato”, maranhense, foram presos na noite de terça-feira, em Moju, nordeste paraense, no momento em que tentavam fugir de carro com destino à Marabá, sudeste do Pará, de onde pretendiam fugir para fora do Estado.
Os dois estão com mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça. As prisões deles são desdobramentos da operação denominada “Cabrobó”. A captura da dupla foi realizada por policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), do Grupo de Pronto-Emprego (GPE) e do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). O delegado André Costa, titular da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB), da DRCO, explica que a dupla foi pega no trevo da Alça Viária, que dá acesso ao município de Acará.
Eles estavam em um carro Fiat Uno preto que era conduzido pela sobrinha do pernambucano José Dantas Brandão, conhecido por “Zezinho Brandão”, líder da quadrilha. O policial civil explica que, após a prisão de seis membros do bando, em 27 de maio deste ano, quando foi inclusive apreendida, com a quadrilha, uma metralhadora antiaérea calibre ponto50, os dois foram abandonados na região, onde passaram dez dias escondidos na mata, às margens da rodovia. Desde domingo passado, os dois estão sem comer, apenas bebendo água em córregos da região.
O plano do líder do bando era resgatá-los da mata, e depois levá-los de carro até Moju, onde a dupla apanharia um ônibus intermunicipal até Marabá, de onde fugiriam para os Estados do Maranhão e Piauí. Para tanto, “Zezinho Brandão” mandou a sobrinha fazer o serviço. Mas, como as equipes policiais estavam diuturnamente na região, para capturar os demais membros da quadrilha que ainda estavam escondidos na área, os dois acabaram presos após o veículo ser interceptado na rodovia. Segundo o delegado Ivanildo Santos, a sobrinha de “Zezinho Brandão” foi autuada em um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime de favorecimento pessoal aos criminosos e depois liberada para responder ao processo na Justiça, já que não cabe prisão em flagrante nesse tipo de delito. Com as prisões de Ozivan e Clemilton, já são oito integrantes do bando presos.
"Zezinho Brandão", Adriano e Marco Antônio: Foragidos
"Zezinho Brandão", Adriano e Marco Antônio: Foragidos
 
Faltam ainda outros quatro de um total de 12 criminosos indiciados no inquérito policial. Três deles tiveram nomes e fotos divulgadas pela DRCO. Trata-se do líder do bando, “Zezinho Brandão”; Adriano Araújo dos Santos e Marco Antônio Mendes da Silva, de apelido “Coquinho”. Os dois presos têm atuação ativa na quadrilha. No dia da tentativa de assalto ao carro-forte, os dois fariam a abordagem do veículo que seria explodido com uso de dinamites.
O carro-forte seria parado na estrada a tiros da metralhadora. A arma seria manuseada pelo dono da metralhadora, “Zezinho Brandão”, responsável de comprá-la em valores estimados em mais de R$ 200 mil. Com a prisão da dupla, a DRCO vai investigar o envolvimento dos dois nos assaltos a carros-fortes registrados, no início deste ano, em Tailândia, em janeiro, e em Redenção, em março.
O delegado André explica que o líder do bando já foi preso, no Pará, em 2003, após envolvimento dele em assalto a carro-forte, na rodovia BR-316, em Santa Izabel do Pará, nordeste paraense. Na época, ele foi preso em flagrante e permaneceu preso durante algum tempo, mas depois conseguiu a liberdade junto à Justiça. Tempos depois, ele foi novamente preso, desta vez, no Maranhão. As investigações prosseguem para capturar os demais envolvidos com o bando. Quem souber do paradeiro dos foragidos deve ligar anonimamente ao Disque-Denúncia, pelo fone 181.

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