terça-feira, 4 de junho de 2013

Morre dentista que teve corpo queimado por criminosos em SP


Do UOL, em São Paulo

Reprodução de rede social de foto do dentista Alexandre Peçanha Gaddy que teve corpo queimado após dois criminosos armados invadirem seu consultório odontológico 
Reprodução de rede social de foto do dentista Alexandre Peçanha Gaddy que teve corpo queimado após dois criminosos armados invadirem seu consultório odontológico
Morreu na noite desta segunda-feira (4) o dentista Alexandre Peçanha Gaddy, 41, que teve o corpo queimado por criminosos durante suposta tentativa de assalto no consultório dele em São José dos Campos (a 97 km de SP). O enterro está marcado para as 16h no cemitério do Morumbi.
O dentista faleceu por volta das 22h30 no hospital israelita Albert Einstein, no Morumbi, zona oeste de São Paulo, para onde foi transferido na última quinta-feira (30). Até então, ele estava na Santa Casa de São José dos Campos.
Mais cedo, um boletim médico divulgado pelo hospital apontava que Gaddy seguia internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) "em estado crítico", mas agora "com agravamento do estado geral, devido à longa extensão de queimaduras sofridas (mais de 50% do corpo) e sendo a maioria dessas lesões de terceiro grau".
Gaddy foi encontrado ainda consciente por policiais e contou que dois criminosos invadiram o seu consultório por volta das 21h da última segunda-feira (27). Como não encontraram dinheiro no local, eles atearam fogo contra o corpo do dentista.

Investigação

Passada uma semana do crime, a Polícia Civil de São Paulo admitiu nesta segunda-feira que ainda não identificou nenhum suspeito de ter ateado fogo no dentista.
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4.jun.2013 - Jorge Augusto, primo do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, conversa com a imprensa ao chegar no IML (Instituto Médico Legal), no Brooklin, zona sul de São Paulo, para liberar o corpo de Peçanha, que foi queimado dentro de seu consultório no último dia 27, em São José dos Campos, a 97 km de São Paulo. Alexandre não resistiu às queimaduras e morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Hospital Albert Einstein. O corpo será enterrado às 16h no Cemitério Gethsemani, zona oeste de São Paulo Diogo Moreira/Frame/Estadão Conteúdo
De acordo com o chefe da Delegacia Seccional da cidade, Leon Nascimento Ribeiro, "nenhum suspeito ainda foi identificado e nenhuma hipótese foi descartada" nas investigações, ainda que a linha principal apure tentativa de assalto.
"Não temos suspeitos, mas continuamos os trabalhos de investigação da mesma forma e eles não são feitos de forma afobada. Queremos descobrir o que aconteceu, e o ideal, agora, é não termos pressa", disse o delegado. Conforme Ribeiro, ao longo desta semana prosseguem os depoimentos de familiares e pessoas que tinham convívio próximo com a vítima.

Outro caso

No fim de abril, outra dentista foi queimada por criminosos dentro de seu consultório em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
De acordo com a polícia, criminosos invadiram a clínica odontológica de Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 46, e dois deles roubaram o cartão de crédito da vítima para fazer um saque em um caixa eletrônico. Após constatarem que a dentista só tinha R$ 30 na conta, eles voltaram ao consultório, atearam fogo em seu corpo e fugiram.
Em 15 de maio, a Justiça decretou a prisão preventiva de três acusados de roubar e matar a dentista. Victor Miguel Souza Silva, 24, Jonatas Cassiano Araújo, 21, e Thiago de Jesus Pereira, 25, deverão responder pelos crimes de latrocínio, sequestro relâmpago, quadrilha armada e roubo qualificado. Além deles, um adolescente também é suspeito do crime.
A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que Jonatas e Thiago estão presos na Cadeia Pública de São Caetano do Sul, e Victor está no 3º DP de Diadema, na Grande São Paulo. Já o adolescente apreendido foi encaminhado à Fundação Casa.

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