sexta-feira, 28 de junho de 2013

Iniesta vê final dos sonhos com Brasil e decisão como prévia para Copa 2014

Bruno Freitas e Pedro Ivo Almeida
Do UOL, em Fortaleza
Iniesta luta pela bola durante a partida contra a Itália que garantiu vaga da Espanha em final com Brasil
  • Iniesta luta pela bola durante a partida contra a Itália que garantiu vaga da Espanha em final com Brasil

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Apesar de ganharem praticamente todos os títulos possíveis nos últimos anos, os jogadores da seleção espanhola ainda tinham um sonho a se realizar no futebol. Segundo o meia Andrés Iniesta, a "Fúria" aguardava por um encontro com o Brasil pela final de alguma grande competição.
E o duelo marcado para o próximo domingo, na final da Copa das Confederações, às 19h, é a realização para os espanhóis. Apesar de toda a supremacia nas últimas temporadas, Iniesta reconheceu que a equipe sempre quis medir forças com o tradicional futebol brasileiro.
"É exatamente o que gostaríamos e imaginávamos. É uma final dos sonhos com grandes ingredientes. Brasil, Maracanã, torcida lotando o estádio. Esperamos poder alcançar este título que nos falta nesta prova contra uma grande equipe. Independente do momento, esta seleção brasileira é sempre muito forte. E espero que essa decisão seja uma prévia para o próximo ano", resumiu, após a dramática vitória por 7 a 6 nos pênaltis sobre a Itália, em Fortaleza, na última quinta-feira.
 
Pressão não assusta
 
Empolgados, os jogadores da Espanha não se assustam nem mesmo com a forte pressão que devem sofrer nas arquibancadas no próximo domingo.
"Isso não nos incomoda. Pelo contrário. Temos uma motivação muito grande para este jogo de domingo. É uma grande seleção do outro lado e podemos dar mais uma resposta do nosso potencial em campo", disse Sérgio Ramos.
"Torcida contra é sempre bom. Na verdade, acho que é até melhor. Vencer este jogo será muito especial para o nosso grupo", endossou o atacante Fernando Torres.
Assim como nos outros quatro jogos do torneiro, a torcida da Espanha deverá ser minoria no Maracanã. Na última quinta, durante a semifinal contra a Itália, era claro o apoio dos brasileiros aos italianos. E os espanhóis não perdoaram. Durante as cobranças de pênalti, alguns chegaram a pedir, em tom de deboche, calma e silêncio aos presentes no Castelão.
Neste domingo, diante de um sonho, resta saber se o desejo de vencer o Brasil em uma grande final irá se realizar ou se o time do técnico Luiz Felipe Scolari pode impor o primeiro pesadelo aos espanhóis após mais de três anos - última derrota em competições oficiais foi em junho de 2010.

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