quarta-feira, 12 de junho de 2013

Filho de dono de jornal da Baixada é morto a tiros

  • Crime aconteceu em Corumbá, em Nova Iguaçu
O Globo
Com Extra
Atualizado:

José Roberto de Ornelas de Lemos, diretor do Jornal Hora H, quando foi preso, em 2003, acusado pelo assassinato do sub-secretário de governo de Meriti
Foto: Gustavo Azeredo / Arquivo
José Roberto de Ornelas de Lemos, diretor do Jornal Hora H, quando foi preso, em 2003, acusado pelo assassinato do sub-secretário de governo de Meriti Gustavo Azeredo / Arquivo
RIO — Filho do dono do Jornal Hora H, que circula na Baixada Fluminense, José Roberto Ornelas de Lemos, de 45 anos, foi morto a tiros na noite desta terça-feira, em Corumbá, em Nova Iguaçu. A vítima chegou a ser socorrida e morreu a caminho do Hospital da Posse. As informações são da 58ª DP (Posse), que apura o caso. De acordo com a unidade, 44 perfurações foram encontradas no corpo dele. No fim da noite, testemunhas eram ouvidas na delegacia.
Filho de José Lemos, fundador do jornal, José Roberto estava com amigos na padaria que frequentava na Avenida Fusção, no Corumbá, quando bandidos encapuzados atiraram de dentro de um Gol cinza e fugiram, por volta das 20h30m desta terça.
O pai da vítima, que costuma usar um carro blindado, disse que o filho sofria constantes ameaças.
— O jornal é muito forte na região. A gente vinha batendo muito em alguns assuntos — disse José Lemos.
Segundo a delegada Tércia Amoedo, diretora do Departamento Geral de Polícia da Baixada, a polícia irá traçar o perfil da vítima para chegar aos principais interessados em sua morte. O caso está sendo investigado pela 58ª DP (Comendador Soares).
— Vamos tentar apurar como tudo aconteceu e qual foi a motivação do crime. Temos informações que o jornal dele era combativo e fazia muitas denúncias — disse.
Em 2003, o diretor do Hora H chegou a ser preso com um empresário. Na época, José Roberto foi acusado de intermediar a contratação de dois pistoleiros que assassinaram o então subsecretário de governo de São João de Meriti, Kennedy Jaime de Souza. Segundo a polícia, a execução de Kennedy estaria ligada à perda de uma concorrência pública na área de limpeza do município, no valor de R$ 5,8 milhões. O crime ocorreu em 2002, a poucos metros da Prefeitura de São João de Meriti. Ao ser preso, José Roberto negou a participação no crime e ganhou, na Justiça, o direito à liberdade.

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