sexta-feira, 14 de junho de 2013

De virada, MAC vence Imperatriz e leva título estadual

Com dois gols de Casagrande, o Quadricolor conquistou o seu 14º título Estadual.
 
Gustavo Arruda / Imirante
 
14/06/2013 às 00h07 - Atualizado em 14/06/2013 às 10h22

Jackson, Tica e Dinho festejam: depois de seis anos de jejum, o Maranhão Atlético Clube se torna campeão maranhense. (Foto: Paulo de Tarso Jr / Imirante)
SÃO LUÍS – Era o duelo da capital contra o interior. O dono de 13 conquistas contra uma equipe de um título solitário, em busca de um bicampeonato histórico. Duas torcidas, que compareceram ao estádio Castelão, de volta a uma final de Estadual após tanto tempo. Com tantos ingredientes, a final do Campeonato Maranhense prometia ser equilibrada, decidida nos mínimos detalhes. E, no fim das contas, a estrela do centroavante Casagrande brilhou e pesou a favor do Maranhão Atlético Clube: com dois gols de seu artilheiro, o MAC derrotou o Imperatriz de virada, por 2 a 1, e conquistou o seu 14° título estadual.
Vice-campeão estadual e da Copa União na última temporada, o Quadricolor voltou a conquistar um título que, desde 2007, não chegava ao Parque Valério Monteiro. Com a conquista, o Maranhão Atlético garantiu também uma vaga na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro Série D de 2014. Presente também na edição deste ano, o MAC voltará a jogar pela competição nacional no dia 7 de julho, quando enfrenta o Ypiranga (AP), no estádio Glicério Marques, em Macapá.
Já o Imperatriz aguarda a competição que a Federação Maranhense de Futebol (FMF) organizará no segundo semestre, que também dará uma vaga na Copa do Brasil. Caso o MAC consiga o acesso na Série D, o Cavalo de Aço herdará a vaga para o Campeonato Brasileiro em 2014.
Festa dos jogadores e da torcida atleticana: de virada, o Maranhão Atlético venceu o Imperatriz e conquistou o seu 14º título do Campeonato Maranhense. (Foto: Paulo de Tarso Jr / Imirante)
O jogo
Pressionado pelas circunstâncias, o Maranhão Atlético avançou ao ataque logo nos primeiros minutos. Logo no primeiro lance de jogo, Hiltinho recebeu em profundidade, ficou cara a cara com o goleiro Alberto, mas a arbitragem assinalou impedimento. Logo depois, aos dois minutos, Casagrande recebeu cruzamento na área e cabeceou por cima do gol.
Com a vantagem do empate, o Imperatriz apenas segurou o ímpeto do MAC e buscava assustar em cruzamentos na área e lances de bola parada, mas não conseguia furar o bloqueio atleticano. Enquanto isso, o MAC seguia avançando: Casagrande, aos 18 minutos, fez o pivô na entrada da área e chutou, mas a bola subiu demais e não chegou a assustar.
Diante de um adversário recuado, o Maranhão passou a dominar o jogo e a pressionar, em busca do primeiro gol. E em apenas quatro minutos, a pressão atleticana obrigou a defesa do Cavalo de Aço e o goleiro Alberto a trabalhar para evitar os gols. Aos 33 minutos, Dinho chutou de fora da área e a bola passou perto do gol colorado. No minuto seguinte, dois lances de perigo: Hiltinho recebeu na área e chutou, obrigando Alberto a fazer grande defesa. Na sequência, foi a vez de Casagrande receber cruzamento e testar forte, para nova defesa do goleiro do Imperatriz. Até o zagueiro Leomar, aos 37 minutos, tentou abrir o placar, mas o desvio de cabeça, após cobrança de escanteio, foi forte demais.
Pressionado, o Imperatriz buscava se organizar no meio-campo e criar oportunidades nos contra-ataques ou mesmo na bola parada. E foi através de uma cobrança de falta que o Cavalo de Aço abriu o placar no Castelão: aos 39 minutos, Keulson chutou forte, de longe, a bola foi desviada e Flauberth não conseguiu evitar. 1 a 0 para os visitantes do interior, que, presentes em bom número, fizeram a festa no Gigante do Outeiro da Cruz.

Casagrande decide e faz a festa da torcida atleticana

Insatisfeito com o desempenho de sua equipe no primeiro tempo, o técnico Vinícius Saldanha fez, logo de cara, duas substituições no Maranhão Atlético: o lateral Daylson e o meia Élton entraram no lugar de Fernandinho e Luís Jorge. Com sangue novo na equipe, a necessidade da vitória e o tempo passando, o Quadricolor mostrou sua força logo no primeiro minuto, com Casagrande chutando forte, mas para fora.
Não demorou muito e o MAC conseguiu criar a sua grande oportunidade: aos dois minutos, Hiltinho ganhou na corrida do goleiro Alberto, que atropelou o meio-campista na grande área. Pênalti, que o artilheiro Casagrande cobrou e não desperdiçou, decretando a igualdade no placar.
Com a torcida apoiando e o ânimo renovado, a pressão atleticana seguiu forte e foi rapidamente premiada: aos 10 minutos, Daylson recebeu da direita, cruzou a bola para a área, Tica tentou de letra e Casagrande, sempre ele, deu o toque que precisava para decretar a virada no placar e a festa do Maranhão Atlético.
Acuado, o Imperatriz não conseguia sair para o jogo e observava um Maranhão Atlético mais agressivo, disposto a ampliar o placar. Daylson, aos 14 minutos, chutou de perna esquerda, no bico da grande área, mas não conseguiu vencer o gol do Cavalo de Aço.
Na base do coração, da raça e mesmo do desespero, o Imperatriz avançou ao ataque nos minutos finais. O técnico Celinho reforçou o setor ofensivo com as entradas de Curuca, Cláudio André e Toninho, que teve sua chance aos 21 minutos, mas um desvio da zaga atleticana impediu o gol de empate. O MAC, com isso, passou a explorar os contragolpes, com Élton perdendo grande chance aos 37 minutos.
Nos minutos finais, restava ao Quadricolor apenas segurar a bola, esperar o tempo passar, esperar os longos acréscimos, concedidos por causa das saídas de Keulson e Casagrande, machucados, além da expulsão de Vinícius Saldanha. No fim das contas, deu tudo certo ao Maranhão Atlético, que conquistou a vitória e voltou a erguer o título de campeão maranhense.
FICHA TÉCNICA
MARANHÃO ATLÉTICO: Flauberth; Fernandinho (Daylson), Leomar, Marcelo e Luís Jorge (Élton); Tica, Francisco Júnior, Dinho, Ideílson e Hiltinho; Casagrande (Robson Belfort). T: Vinícius Saldanha
IMPERATRIZ: Alberto; Ricardo Feltre, Carlinhos, Gleisson e Wyri (Cláudio André); Ivan, Gualberto, Keulson (Toninho) e Rubens; Gilson e Lindoval (Curuca). T: Celinho Valentim.

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